Uma das primeiras conclusões a que se chega quando começamos a estudar astrofísica é que tudo no Universo está em movimento.
A Lua que se move em redor de si mesma e em redor da Terra, que por sua vez também se move em redor de si mesma e do Sol, o Sol sobre si e sobre o centro da galáxia, etc.
A primeira lição é portanto que tudo está em movimento, os humanos têm apenas dificuldade em se aperceber deste movimento devido ao facto de a nossa espécie, tal como todas as outras, está habituada a tudo isto.
Mas, o que é movimento?
Em física é dito que um corpo está em movimento quando a sua posição varia no decorrer do tempo, em relação a outro corpo que tomamos por referencial.
O exemplo mais comum dado para esta definição é justamente a do comboio em movimento:
Numa viagem de comboio os passageiros estão em repouso em relação ao comboio - referencial - mas estão em movimento em relação a uma casa que encontram ao longo da linha férrea - segundo referencial.
Quando um corpo está em movimento em relação a um determinado referencial ele descreve uma trajectória. A trajectória é, então, uma linha imaginária descrita por um corpo no seu movimento, relativamente a um dado referencial.
As trajectórias podem ser rectilíneas ou curvilíneas, das quais circulares, elípticas, parabólicas, etc.
A forma de uma trajectória depende também ela do referencial escolhido.
À direita, as trajectórias mais famosas do Sistema Solar, o movimento dos planetas em redor do Sol.






