Já passou um mês dos ataques ao Charlie Hebdo, pelo que achei esta a melhor altura para escrever este artigo. Hoje Charlie não aparece nos jornais, nos cartoons, as manifestações voltaram a ser políticas ou futebolísticas, deixando de ser pela liberdade de expressão ou pelos direitos do cidadão europeu do século XXI.
A revolução do lápis não foi calada, mas calou-se; pelo menos nas ruas, esperemos que na cabeça das pessoas continue ruidosa.
No entanto, foi belo como durante umas semanas (quase) todas as pessoas - da esquerda à direita políticas, dos ateus aos mais religiosos, todos esqueceram as suas diferenças e concentraram-se naquilo que todos apreciavam: a liberdade.
O 'quase' acima deve-se àquele grupo de indivíduos, que por ignorância e não por malvadez - espero eu - gritavam ainda que eles "não podem ridicularizar as crenças das outras pessoas" e que "estavam a pedi-las".
Este grupo de indivíduos não percebem que a civilização ocidental fundamenta-se em valores como a laicidade e a liberdade de expressão e que isso dá o direito a qualquer grupo de pessoas de ridicularizar as crenças de outro grupo de pessoas, ainda para mais num jornal que girava em volta disso. É sátira, mais do que só crítica - é a ridicularização de determinado assunto, levá-lo ao ridículo, enfim, torná-lo engraçado.
Esta tragédia serviu também (não graças aos nossos meios de comunicação que fazem de tudo para o abafar) para revelar a verdadeira do Islão. Sim, o Islão não é uma religião pacífica na sua génese, o Alcorão é um livro sagrado que (como tantos outros) apele ao seus próprios conceitos morais bastante violentos e imorais; Maomé foi um líder militar (como referiu José Rodrigues dos Santos na sua última entrevista à revista SÁBADO) que matou muitas pessoas durante o seu tempo de vida.
















