A 15 de Setembro, dia em que a maioria dos estudantes portugueses regressa às aulas a Primeira Guerra Mundial trava-se de novo na televisão, criando, por sua vez, uma outra guerra, esta pelas audiências e trava-se pelo Canal de História e pelo National Geographic.
O primeiro emitirá às dez horas da noite de dia quinze os primeiros dois dos seis episódios da série Guerras Mundiais (The World Wars), indo os restantes para o ar nas duas segundas-feiras seguintes. O segundo, da National Geographic, será pela primeira vez visto em Portugal dez minutos depois, às 22 e 10, apenas um episódio da mini-série de cinco que serão emitidos semanalmente, nome Apocalipse: Primeira Guerra Mundial (Apocalypse: World War I).
Tal como há cem anos não se sabia que lado iria conseguir vencer a Grande Guerra, também não se sabe qual será o lado vencedor desta Guerra de Audiências. Ambas aparentam ser de muita qualidade, algo que é uma mudança positiva para ambos os canais que lentamente mudaram a sua programação para substituir Ciência, Matemática e História por Penhores, Restaurações e Traficantes de Droga no Aeroporto JFK, para não falar de programas que têm pseudo-ciência, criaturas míticas e aliens como protagonistas.
As séries têm ainda algo que as faz, de uma forma positiva, diferentes de todos os outros documentários que apareceram e aparecerão: uma nova forma de olhar para a História.
Em Apocalipse: Primeira Guerra Mundial é falado apenas o conflito de 1914-1918, mas desta vez os filmes apenas de época (algo habitual nas séries do National Geographic) foram cuidadosamente coloridos, para nos aproximarmos mais do Universo de 1914:
"Olhamos, por exemplo, para as imagens de uma mulher com um cesto na mão e vemos ali a nossa mãe, o que não se sucederia se a imagem fosse a preto e branco"
Comenta Louis Vaudeville, presidente da produtora ClarkeCostelle & Co, responsável pela emissão da série no National Geographic Channel.
