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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O Deus de Espinoza

Baruch Espinoza, holandês nascido em Amesterdão, mas de ascendência judaica portuguesa foi um dos primeiros filósofos a questionar a veracidade da Bíblia em pleno século XVII.

Tem uma obra literária extensa, e é um dos filósofos mais influentes para o pensamento contemporâneo tendo focado muitas das suas obras na religião e no pensamento religioso.
Abaixo, um dos seus textos mais conhecidos que pretende ser uma crítica à religião organizada e um apelo ao pensamento livre.

 Deus Segundo Espinoza

"Pára de ficar a rezar e batendo no peito!
O que Eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua
vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a Minha casa.
A Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias.
É aí que Eu vivo e aí expresso meu amor por ti. 
Pára de Me culpar da tua vida miserável:
Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.
O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar o teu amor, o teu êxtase, a tua alegria.
Assim, não Me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Pára de ler supostas escrituras sagradas que nada têm a ver Comigo.
Se não podes Me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filho...Não me encontrarás em nenhum livro.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Torre do Tombo: Um edifício que evoluiu com Portugal

Dantes o seu nome oficial era apenas Arquivo Geral do Reino, mas entrou a República, saiu a monarquia, e o nome popular tornou-se o oficial e temos agora o Arquivo Nacional da Torre do Tombo.

Tombo que vêm da palavras tómos da qual deriva "tomo" significando um pedaço de um todo, ou um pedaço de papiro; era esta palavra que denominava uma torre do Castelo de São Jorge (a original Torre do Tombo) na qual o arquivo esteve instalado durante uns impressionantes 477 anos num período desde de 1378 até 1755 o que faz do Arquivo Nacional uma das instituições portuguesas mais antigas em actividade. 

Em 1755 dá-se o Terramoto/Incêndio/Maremoto que destrói grande parte do que na altura era a zona mais metropolitana de Lisboa, afecta também o Castelo obrigando a que os Arquivos sejam movidos pela primeira vez em toda a sua História (como um conjunto, visto que já tinham havido e haveriam posteriormente  grandes alterações na colecção durante a Dinastia Filipina, a Guerra da Restauração, as Invasões Francesas, a fuga da Corte para o Brasil e durante a Guerra Civil).

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Como a Conquista de Ceuta mudou Portugal e o Mundo

21 de Agosto de 1415. Uma expedição portuguesa toma a cidade norte-africana de Ceuta, dando os primeiros passos para a constituição do Império Português, algo que mudaria drasticamente o plano político mundial. 600 anos depois olhamos para o que foi Ceuta, o que procedeu a sua conquista e o impacto que esta teria na História.

Em 1415, decorridos apenas quatro anos da paz de 1411 com Castela, que reconhecia D.João I como o legítimo monarca português dá-se uma enorme expedição militar (constituída por 19.000 combatentes, 1.700 marinheiros e 200 navios) que tinha o próprio rei à frente, conquista a importante cidade de Ceuta.  

A expedição tinha demorado três anos a ser planeada (1412), sendo os preparativos entregues aos infantes D.Pedro e D.Henrique,

A batalha é fácil para os portugueses que apanham desprevenidos os mouros do Império Merínida, falando-se num número baixíssimo de mortos (oito é o número mais comum) e Ceuta é tomada pelos portugueses na noite de dia 21 para dia 22. Este facto é dado como o ponto de partida para a política de expansão ultramarina que se seguiria nos séculos seguintes, terminando apenas com a devolução de Macau à República Popular da China.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Horizontes da Memória - Como Nasceu Lisboa

Com a sua mestria habitual, o Prof. José Hermano Saraiva conta-nos neste episódio da sua série da RTP "Horizontes da Memória" como nasceu a actual capital portuguesa. Um vídeo a ver por todos os interessados em História, independentemente das suas origens. Vale a pena, como todos os programas daquele que eu considero um dos maiores historiadores e portugueses da era contemporânea, ver este curto episódio (30 minutos).
Vale a pena também, caso já não o tenha feito, subscrever o nosso canal de YouTube, para (re)ver este e muitos mais vídeos.

sábado, 29 de novembro de 2014

Documentário: Hitler in Colour - A Ascensão e a Queda de Adolf Hitler

A Ascensão e a Queda do III Reich é (muito provavelmente) o tema que é mais alvo de documentários, filmes, livros.
Mas muito raramente se houve falar do homem que este por de trás do regime de terror que começou a 2ª Guerra Mundial. E mais particularmente da sua subida ao poder e da sua vida entre os anos de 1933 a 1945. 

Este documentário incrível, repleto de imagens privadas, citações e discursos mostra-nos o que pensava o povo alemão do Fuhrer, como era a sua vida pessoal, como era a Alemanha e as reacções à Guerra e à expansão do regime Nazi. 

Duração: 1 hora e 10 minutos (70 min.)
Língua: Inglês

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Mitos sobre a Grande Muralha da China

Ouvi hoje a Grande Muralha da China ser mencionada como "a única estrutura construída pelo Homem que é visível da Lua". 
Este é um mito urbano que já circula algum tempo, e que, infelizmente, é constantemente disseminado nas redes sociais, nos canais de televisão, jornais e até nas escolas.

Imagem 2
Fonte: http://bit.ly/1GhfC7u
A Grande Muralha durante a Dinatista Qin
A Grande Muralha da China começou a ser construída durante o reinado do primeiro imperador da China unificada Qin Shi Huang que em 221 a.C conquistou os outros estados da região e instaurou uma dinastia única, a dinastia Qin. 
Embora o novo império estivesse em paz internamente tinha externamente o perigo do povo Xiongnu, ascendentes do povo mongol. 
Qin, receando invasões do norte, ordenou a união dos fortes já existentes através de uma grande muralha na fronteira.
A construção da muralha terminou em 1644 depois de um golpe militar rebelde em Pequim. Foram necessários 1865 anos de trabalhos forçados que custaram anos de trabalhos forçados de vários prisioneiros (incluindo Fernão Mendes Pinto), estimando-se que milhões de pessoas estão enterradas em valas comuns por todo o percurso da construção.

sábado, 18 de outubro de 2014

Venera 4

Com uma altura de 3,5 metros e com painéis solares que se abriam por 4 metros, feita pela antiga URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), a Venera 4 entrou para a História como sendo o primeiro aparelho feito pelo Homem reenviar para a Terra informações sobre a atmosfera de outro planeta, neste caso, Vénus.
Podendo ter sido também o primeiro aparelho feito pelo Homem a aterrar noutro planeta.

A Corrida Espacial estava no seu auge: a União Soviética estava na liderança com vários feitos notáveis, mas os EUA aproximavam-se a uma grande velocidade. 
Apesar de a Lua ainda não ter sido alcançada, as ideias de conquista planetária fervilhavam na cabeça dos lideres de ambas as super-potências da Guerra Fria. 
Os americanos/estadunidenses revelavam um particular fascínio por Marte, enquanto que os soviéticos pensavam em Vénus. Este sendo o segundo planeta a contar do Sol, é apenas relativamente mais pequeno do que a Terra, equivalendo a 0.9499 Terras. 

sábado, 13 de setembro de 2014

A Primeira Grande Guerra revivida pelo Canal de História e National Geographic

A 15 de Setembro, dia em que a maioria dos estudantes portugueses regressa às aulas a Primeira Guerra Mundial trava-se de novo na televisão, criando, por sua vez, uma outra guerra, esta pelas audiências e trava-se pelo Canal de História e pelo National Geographic.
O primeiro emitirá às dez horas da noite de dia quinze os primeiros dois dos seis episódios da série Guerras Mundiais (The World Wars), indo os restantes para o ar nas duas segundas-feiras seguintes. O segundo, da National Geographic, será pela primeira vez visto em Portugal dez minutos depois, às 22 e 10, apenas um episódio da mini-série de cinco que serão emitidos semanalmente, nome Apocalipse: Primeira Guerra Mundial (Apocalypse: World War I).  

Tal como há cem anos não se sabia que lado iria conseguir vencer a Grande Guerra, também não se sabe qual será o lado vencedor desta Guerra de Audiências. Ambas aparentam ser de muita qualidade, algo que é uma mudança positiva para ambos os canais que lentamente mudaram a sua programação para substituir Ciência, Matemática e História por Penhores, Restaurações e Traficantes de Droga no Aeroporto JFK, para não falar de programas que têm pseudo-ciência, criaturas míticas e aliens como protagonistas.

As séries têm ainda algo que as faz, de uma forma positiva, diferentes de todos os outros documentários que apareceram e aparecerão: uma nova forma de olhar para a História.

Em Apocalipse: Primeira Guerra Mundial é falado apenas o conflito de 1914-1918, mas desta vez os filmes apenas de época (algo habitual nas séries do National Geographic) foram cuidadosamente coloridos, para nos aproximarmos mais do Universo de 1914:
"Olhamos, por exemplo, para as imagens de uma mulher com um cesto na mão e vemos ali a nossa mãe, o que não se sucederia se a imagem fosse a preto e branco"
Comenta Louis Vaudeville, presidente da produtora ClarkeCostelle & Co, responsável pela emissão da série no National Geographic Channel. 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Escócia, Finalmente, a Independência?

No próximo dia 18 o povo escocês irá protagonizar um referendo que poderá pôr fim à sua união com a Inglaterra, Gales e a Irlanda do Norte e acabar de vez com o domínio da coroa inglesa nas Terras Altas. 

Nessa data irá ser dada uma oportunidade histórica a 4,3 milhões de escoceses: a de decidirem por eles mesmos o futuro da sua pátria, oportunidade que muitos outros povos pediram e pedem, mas raramente lhes é concedida. A resposta que vai ser dada há simples pergunta: "Deve a Escócia ser um país independente." será uma bomba cujo o alcance irá muito para além da Grã-Bretanha, podendo vir a modificar severamente as fronteiras de toda a Europa. 

Será de pensar que é fácil para uma pessoa tomar tal decisão, no entanto, as sondagens mostram que o povo escocês é extremamente indeciso  no que respeita à sua independência: no inicio do ano os partidários do «não» tinham uma espantosa vantagem de cerca de dois terços, no princípio do mês passado eram apenas sessenta por cento aqueles que se recusavam a ser independentes, número que há três semanas baixou, passando a ter apenas uma ligeira diferença em relação ao «sim», que na última sondagem já estava em vantagem.

A razão para o aumento exponencial de independentistas - diz um estudo do YouGov - publicado a 1 de Setembro, é o último debate da BBC sobre este assunto em que o líder do Governo de Edimburgo Alex Salmond venceu, mais do que claramente, o seu oponente Alistair Darling, dirigente trabalhista, ex-ministro das Finanças do Reino Unido e rosto da campanha pró-União 'Better Together Campaign' ( numa tradução para português, a Campanha Melhores Juntos, que reúne todos os partidos e personalidades que defendem a actual configuração do território britânico).

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Reflexão: A Câmara de Lisboa retira brasões da Praça do Império

A autarquia de Lisboa decidiu que os símbolos das antigas províncias ultramarinas estavam "ultrapassados" pelo que decidiu retirá-los da Praça do Império, o mesmo sítio onde à 74 anos, em 1940 foi realizada a Exposição Mundo Português.

Este artigo está dividido em duas partes: a noticia e a reflexão, sendo a última estritamente de opinião pessoal fundamentada.

A Noticia
A Praça do Império, que recebeu em 1940 a exposição do Mundo Português, esta que teve como principal objectivo celebrar a ideia de um país pluri-continental, pluri-racial e pluri-cultural nos tempos do Estado Novo, perde agora parte da sua história pessoal e vê arrancada parte da História comum a todos os povos, agora independentes, que eram Portugal naqueles tempos, com a nova iniciativa da câmara de Lisboa que decidiu retirar os arranjos florais que decoravam um friso em torno da Fonte Monumental. A razão para este acto é dita pela própria câmara: "Os brasões estão ultrapassados".

Num local que está constantemente cheio de turistas, mesmo no pós-25 de Abril, os brasões impressionam e mostravam não só os locais que permaneceram sempre com o 1º e último império da História pós-romana, como mostravam prumo, brio, um cuidado especial que o povo português tinha para preservar a sua História tão gloriosa. Ou pelo menos mostravam, até há alguns anos, quando se começou a perceber o desleixo que começou a haver com a preservação deste monumento - pois coisas muito mais recentes do que uma tradição de 74 anos foram consideradas monumentos - o desleixo chegou mesmo ao ponto de que um turistas mais desatento, ou que pura e simplesmente não soubesse, passaria despercebido aos arranjos (nesta altura, desarranjos) florais.

sábado, 2 de agosto de 2014

O Tibete e os tibetanos: A História de uma Nação sobre ocupação chinesa

Quem é leitor regular do blog sabe que o Luso Carpe Diem não tem por hábito ter opinião sobre determinados assuntos, em particular políticos. No entanto esta é uma das posições que a organização toma: A independência pacifica do Tibete da China. Pode ler sobre outras defesas do Luso Carpe Diem na página Sobre.

Mas esta mensagem não é para justificar a nossa posição. Não é para dizermos porque é que o Tibete deve ser independente. Não. Esta mensagem tem por objectivo apresentar a realidade tibetana. Dar a conhecer ao leitor a História deste grande país desde do século II d.C  até ao presente.
[1] Citadela no vale Yarlung. Créditos Tibetlhasatours.com

A História do país do 'tecto do Mundo' começa em 127 a.C uma dinastia militar instala-se no vale de Yarlung - uma região específica em que o rio Yarlung encontra-se com o rio Chongye [1] situa-se a 183 km de Lhasa (a capital tibetana).


Por séculos o Tibete forma um vasto império de terras que se juntam a ele seja por conquista ou por influência cultural.

Em 617 da nossa era sobre ao trono tibetano o rei Songtsen Gampo - o 33º rei da nação tibetana que muda consideravelmente a estrutura da sociedade feudo-militar tibetana: Songtsen transformou o Tibete numa nação muito mais pacífica, criou o alfabeto tibetano, escreveu e estabeleceu o sistema judiciário tibetano baseado em princípios morais e num espírito de protecção e conservação da Natureza. Songtsen Gampo falece em 701 d.C. mas os seus sucessores continuaram a transformação cultural do império tibetano [2].
[2] O Império Tibetano

No século VII o Tibete torna-se o centro do lamanísmo (Budismo Tibetano) [3], tornando o reino ainda mais poderoso, um país pacífico em que a sociedade gira, não em torno da guerra, mas em volta dos princípios lamanístas de paz e humanidade.

Sendo desde sempre o Tibete alvo de cobiça por parte do Império Chinês, a China aproveita a época de pacifismo tibetano para invadir o império. (Ainda século VII)

quarta-feira, 30 de julho de 2014

A direita e esquerda políticas e a sua expressão na democracia portuguesa

Esquerda x DireitaO eleitor médio tem - infelizmente - noções políticas bastante fracas. Somos desde jovens habituados a crescer num lar com certo tipo de preconceitos sociais, económicos, etc., que se nunca forem contraditos, ou sequer, repensados nos podem afectar para o resto da nossa vida política. Somos habituados a pensar que determinado político é bom, que determinado é mau e que devemos votar naquele partido porque é o melhor, assim o é, assim o foi, assim o será.

Este (e repare-se no sublinhado) post não tem como objectivo fazê-lo repensar as suas escolhas políticas pois - mais uma vez infelizmente - poucos são os que conseguem fazê-lo a não ser que tenham sido educados a isso.

Não, este post tem como objectivo dar-lhe (se não tiver, se tiver talvez rever o assunto) algumas noções, muito básicas, da direita e esquerda políticas e das suas actuais ou passadas expressões na democracia portuguesa.

A Direita Política

A Direita Política caracteriza-se pela sua expressão tradicionalista, acredita numa unidade familiar sexista e tradicional em que o marido trabalha e a mulher é normalmente responsável pelos cuidados da casa e pela educação da família que deve ser numerosa. Normalmente os estados de direita tem uma religião ou seita oficial, ou promovida pelo Estado. Economicamente é bastante variável. Pode ser uma economia de sistema capitalista ou pode ser mais fechada, varia em relação à estratégia governamental do partido que está no poder. Ao contrário da Esquerda esta defende uma menor intervenção do Estado.

Extrema-Direita
Nazismo e Fascismo: Orientações tradicionalistas no quotidiano, no entanto a favor do progresso tecnológico. De filosofia política racista e sexista, acreditam que a tecnologia deve ser apenas usada na guerra que é uma 'maneira legítima de domínio de outros povos'. Pela destruição e genocídio causados na Alemanha Nazi e na Itália Fascista partidos a favor deste tipo de regime são hoje em dia proibidos na maioria dos países do Mundo. Na II República eram considerados anti-patrióticos e na III República inconstitucionais. A ler: Era Salazar Fascista?

sábado, 14 de junho de 2014

A História Por Detrás do Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas

O dia 10 de Junho é conhecido pela maioria dos portugueses como apenas mais um feriado onde se ouvem os habituais discursos do exm. Presidente da República sobre ultrapassar as dificuldades que o país atravessa, onde os militares do nosso relativamente pequeno exército desfilam orgulhosos de servir a sua pátria, aquele dia em que os generais tiram o pó às suas fardas repletas de medalhas e distinções, e como aquele dia que as celebrações nunca são no mesmo lugar onde foram há um ano.

Mas este dia, que penso que seria ignorado por grande parte dos portugueses não fosse o facto de ser feriado, tem uma história que remonta até ao ano de 1580, quando, no dia 10 de Junho falece o maior poeta da Lusofonia, (atrever-me-ei a dizer de todos os tempos?).

Avançando 300 anos poderíamos ver a Lisboa de 1880, aonde ocorria uma manifestação republicana, que aclamava o nome de Camões, para exaltar um patriotismo que não envolvesse o Rei ou outra figura monárquica e para desviar as atenções das celebrações das Festas de Santo António, relembrando que os republicanos tinha uma agenda contra a Igreja Católica em que planeavam que Portugal passasse de um país dogmaticamente católico a completamente ateísta em apenas duas gerações.

terça-feira, 6 de maio de 2014

O truque que permitiu os egípcios construir as pirâmides

Investigadores da Universidade de Amesterdão acreditam terem descoberto o truque que permitiu os egípcios construir as pirâmides e arrastar estátuas enormes pela areia. 
Via: DN - Ciência - http://bit.ly/1kJcCUw


Segredo dos egípcios seria um pouco de águaContinua a ser um dos mistérios: como conseguiram os egípcios construir as enormes pirâmides, numa época sem tecnologia. Existem algumas teorias - incluindo a que defende que os extraterrestres deram uma ajuda -, mas, afinal, a solução seria algo bem terrestre: um pouco de água.
Segundo os investigadores da universidade holandesa publicaram na revista 'Physical Review Letters', molhando com uma pequena quantidade de água a areia diminuiria a fricção, permitindo assim arrastar com a ajuda de uma espécie de trenó as enormes pedras ou as estátuas.
Não poderia ser em grande quantidade, senão a fricção seria mais complicada de lidar, assim como na areia seca (neste caso seria necessário estar constantemente a desviar a areia que impediria o trenó de se mover). Com este simples truque, os investigadores acreditam que era possível reduzir para metade o número de homens necessários para puxar as pedras.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Como Seria um Jogo de Futebol entre Filósofos?

Monty Python foi o sexteto de 'doidos' criadores e intérpretes da série cómica Monty Python’s Flying Circus, um programa de televisão britânico que foi ao ar pela primeira vez a 5 de Outubro de 1969. Como série televisiva, consistiu de 45 episódios divididos em 4 temporadas. Entretanto o fenómeno Python não se limitou a apenas isso, espalhando-se por shows, filmes, programas de rádio e diversos jogos de computador e livros, além de lançar seus seis integrantes ao estrelato.

Eis o futebol dos filósofos: Grécia versus Alemanha:

Cinquenta Factos Incríveis Sobre A Terra

[via: AstroPT]
“A vida é apenas uma visão momentânea das maravilhas deste assombroso universo, e é triste que tantos se desgastem sonhando com fantasias espirituais.” 
―Carl Sagan

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Foi Descoberta a Mais Antiga Estrela no Universo Conhecimento

The oldest star in the sky, SM0313

Astrónomos descobriram a mais antiga estrela viva do Universo Conhecido.
Situada na nossa 'vizinhança galáctica' a 6.000 anos-luz da Terra bem dentro da Via Láctea.
A estrela com o nome abreviado de SM0313 nasceu à 13.6 mil milhões anos atrás - apenas 100 ou 200 milhões de anos após o Big Bang - uns colossais 400 milhões de anos antes do anterior recordista.
Acredita-se que a  SM0313 seja uma estrela Population II - uma estrela que se formou dos restos da primeira super-nova do Universo.

Ao utilizarmos a impressão espectrográfica da SM0313 nós poderemos vir a ser capazes de identificar estrelas mais antigas ajudando-nos a ter uma melhor noção do que aconteceu antes (e depois) do Big Bang.
SM0313 (designação completa SMSS J031300.36-670839.3) foi detectada pela primeira vez pelo Australian National University’s Siding Spring Observatory’s SkyMapper Telescope  que está no processo de mapear milhares de estrelas, galáxias e asteróides do céu do Hemisfério Sul.
O Magellan Telescopes no Chile seguiu então a sua indicação, captando mais tarde imagens de alta-resolução.
Enquanto astrónomos analisavam melhor as imagens notarão algo de estranho: a SM0313 contêm praticamente nenhum ferro — menos de um décimo-milionésimo do ferro encontrado no Sol.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Baalbek: o Fim do Mistério

Ao norte de Damasco se estende o terraço de Baalbek: uma plataforma construída com enormes pedras, algumas das quais medem 20 metros de lado e pesam quase 2000 toneladas. Por que e como se construiu o terraço de Baalbek? Quem foram seus construtores? Até agora a arqueologia não pôde oferecer nenhuma explicação convincente. Contudo, o professor russo Agrest acredita ser possível que o terraço represente os restos de uma gigantesca pista de aterragem.
-Erich von Däniken – Lembranças do Futuro

O famoso terraço de Baalbek no vale de Beqa’a, Líbano, é uma das cartas fortes dos divulgadores da hipótese de “antigos astronautas”, segundo a qual em um passado longínquo, habitantes de outros mundos visitaram a Terra. Esses navegantes dos espaços interestelares teriam deixado como prova de sua passagem mitos dispersos e construções inexplicáveis.

A Lenda

Supostamente, o Grande Terraço de Baalbek é uma dessas construções que a arqueologia moderna, com todos os recursos de que dispõe, é incapaz de explicar. Ninguém sabe quem o edificou, nem quando, nem como. Um conjunto de templos da época romana foi construído entre os séculos I e III d.C. sobre ruínas gregas previas, e os edifícios gregos sobre outras ainda anteriores. O Grande Terraço é uma plataforma construída com as maiores pedras talhadas conhecidas, blocos megalíticos que foram cortados com grande precisão e colocados para formar fundamentos de 460.000 metros quadrados de superfície. Nesta plataforma se encontram os três colossais blocos conhecidos como o Trilithon, cada um dos quais mede quase 20 metros de comprimento, com uma altura de aproximadamente 4 metros e uma largura de 3. O peso de cada um desses monólitos monstruosos foi estimado entre mil e duas mil toneladas; são de granito vermelho, e foram extraídos da pedreira a mais de um quilometro de distância, vale abaixo em relação à construção. Não existe nenhum mecanismo na actualidade nem nenhuma tecnologia moderna capaz de mover seu grande peso e colocá-o precisamente nesse lugar. É ainda mais extraordinário o fato de que na pedreira exista um bloco ainda maior, conhecido pelos árabes como Hajar el Gouble, ou Pedra do Sul.

Naturalmente, com respeito a tudo isto, a ciência oficial permanece em um silêncio embaraçoso.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Dendera: Desmitificando as lâmpadas do Faraó

por Frank Doernenburg, original em ‘Mysteries of the Past‘

Os Faraós usaram lâmpadas eléctricas durante a construção de suas tumbas? Há, segundo alegam alguns, evidência para tal.

Em primeiro lugar há algo faltando: Fuligem.
Em nenhum dos aproximadamente 400 sistemas subterrâneos de túmulos podemos encontrar qualquer traço de fuligem, embora os túneis e câmaras tenham sido escavados com precisão na pedra e frequentemente tenham sido pintados de forma bem artística. As lamparinas disponíveis aos egípcios – velas, tochas, lamparinas a óleo – deixariam fuligem de forma inevitável. Então como os egípcios iluminaram tudo?

Uma explicação possível vem de um artefacto achado 100km a leste, onde hoje está o Iraque: Um pote com um estranho conteúdo. Um cilindro de cobre, selado com betume até a abertura, contendo um bastonete de ferro corroído bem no meio do cilindro. Desde o começo em 1936 o escavador estava certo: Este é um dispositivo galvânico, uma bateria. De fato, tentativas de reconstrução mostraram que é possível produzir electricidade com ele.

DENDTEMP fortianismo

O último pedaço de evidência entretanto é o desenho em relevo de um estranho objecto, que pode ser achado em uma caverna subterrânea abaixo do templo de Hathor em Dendera, Egipto. Algumas imagens mostram dispositivos como bulbos, dentro dos quais dois pequenos braços se estendem antes do extremo largo e redondo. Estes braços são apoiados por uma coluna que se parece muito com um isolante de alta voltagem moderno. No extremo fino, entretanto, há algo como um cabo dentro do bulbo de vidro. Dele pode ser vista saindo e quase alcançando os braços na outra extremidade uma cobra, flutuando no ar. Todo o arranjo tem uma semelhança incrível com uma lâmpada eléctrica.


Seria esta a prova? Os egípcios conheciam lâmpadas eléctricas? Caso afirmativo, de onde eles aprenderam o princípio? Será que eles inventaram por si mesmos ou alguém lhes ensinou?