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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Selecções Nacionais: Estamos a apoiar os atletas errados?

A selecção nacional portuguesa de futebol é sobrevalorizada, overrated, se quisermos usar os estrangeirismos tão comuns hoje em dia. Sinceramente gostaria de poder dizer melhor. Mas não posso. Ao contrário do que o nosso povo acredita, que deve ser um dos que no Mundo mais se preocupa e dedica a esse desporto, a principal selecção nacional portuguesa é uma das mais fracas do continente europeu. 

A melhor classificação portuguesa num Mundial foi um 3º lugar ganho no Mundial de 1966 decorrido na Inglaterra, depois de termos sido (desonestamente) afastados da final pela equipa da casa e depois batido a União Soviética. 

40 anos depois do desaire inglês vêm novo infortúnio no Mundial da Alemanha de 2006, onde a equipa dirigida por Luiz Felipe Scolari acaba afastada da final pela França e depois do 3º lugar pela equipa da casa - mais uma vez.

Em termos de Mundiais temos a seguinte lista de selecções nacionais que onde se comparam as finais ganhas com as finais atendidas (Finais Ganhas/Finais Atendidas): Brasil 5/7, Alemanha 4/8, Itália 4/6,  Argentina 2/5, Uruguai 2/2,  França 1/2, Inglaterra e Espanha 1/1, Holanda 0/3, Checoslováquia e Hungria 0/2, Suécia 0/1.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Como a Conquista de Ceuta mudou Portugal e o Mundo

21 de Agosto de 1415. Uma expedição portuguesa toma a cidade norte-africana de Ceuta, dando os primeiros passos para a constituição do Império Português, algo que mudaria drasticamente o plano político mundial. 600 anos depois olhamos para o que foi Ceuta, o que procedeu a sua conquista e o impacto que esta teria na História.

Em 1415, decorridos apenas quatro anos da paz de 1411 com Castela, que reconhecia D.João I como o legítimo monarca português dá-se uma enorme expedição militar (constituída por 19.000 combatentes, 1.700 marinheiros e 200 navios) que tinha o próprio rei à frente, conquista a importante cidade de Ceuta.  

A expedição tinha demorado três anos a ser planeada (1412), sendo os preparativos entregues aos infantes D.Pedro e D.Henrique,

A batalha é fácil para os portugueses que apanham desprevenidos os mouros do Império Merínida, falando-se num número baixíssimo de mortos (oito é o número mais comum) e Ceuta é tomada pelos portugueses na noite de dia 21 para dia 22. Este facto é dado como o ponto de partida para a política de expansão ultramarina que se seguiria nos séculos seguintes, terminando apenas com a devolução de Macau à República Popular da China.

terça-feira, 21 de julho de 2015

O Mundial não chega para chegar às capas

Portugal, como poderá - ou não - saber, foi ontem campeão do Mundo pela primeira vez desde que a FIFA tomou conta do desporto e das suas competições (já o tinha sido antes em 2001).
 
Não serei aqui um hipócrita, pelo que serei o primeiro a admitir que não acompanho o desporto, apenas me dando a esse trabalho/prazer quando joga a selecção nacional; algo que não posso dizer em relação ao futebol de 11, ao hóquei em patins ou ao andebol - por exemplo. Isto porque: 1º o clube do qual sou adepto não tem esta modalidade, 2º porque a sua cobertura mediática (em qualquer canal) é tão baixa e fraca que faz o maior entusiasta do desporto esquecer-se da sua existência.
 
Mas quando joga a selecção é diferente. Se não acompanho é porque não posso, mas faço para que possa. É, afinal, um valor mais alto que se alevanta, quando se vê aqueles atletas a dar tudo pelo nome da nossa pátria. E este mundial teve um bónus, fomos campeões em Espinho, na nossa casa, na nossa pátria. Jogámos contra as melhores selecções deste desporto (a Suiça, forte em termos de clubes e campeonatos europeus; a Rússia bi-campeã mundial, uma selecção nada fácil; e o Taiti uma selecção que se mostrou excelente - e que se não jogasse contra nós, provavelmente teria apoiado; faltou o Brasil, mas fica para a próxima o tetra-campeão mundial)
 
Assim sendo fiz - como muitos portugueses o fizeram - o esforço de ligar a televisão e apoiar aqueles que levavam ao peito o nosso escudo, sendo alguns deles - como Madjer, Alan e Andrade - uns dos melhores na história desta modalidade.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Charlie Hebdo - Parte II

Este é um artigo de opinião pessoal.

Já passou um mês dos ataques ao Charlie Hebdo, pelo que achei esta a melhor altura para escrever este artigo. Hoje Charlie não aparece nos jornais, nos cartoons, as manifestações voltaram a ser políticas ou futebolísticas, deixando de ser pela liberdade de expressão ou pelos direitos do cidadão europeu do século XXI.
A revolução do lápis não foi calada, mas calou-se; pelo menos nas ruas, esperemos que na cabeça das pessoas continue ruidosa.

No entanto, foi belo como durante umas semanas (quase) todas as pessoas - da esquerda à direita políticas, dos ateus aos mais religiosos, todos esqueceram as suas diferenças e concentraram-se naquilo que todos apreciavam: a liberdade.
O 'quase' acima deve-se àquele grupo de indivíduos, que por ignorância e não por malvadez - espero eu - gritavam ainda que eles "não podem ridicularizar as crenças das outras pessoas" e que "estavam a pedi-las". 

Este grupo de indivíduos não percebem que a civilização ocidental fundamenta-se em valores como a laicidade e a liberdade de expressão e que isso dá o direito a qualquer grupo de pessoas de ridicularizar as crenças de outro grupo de pessoas, ainda para mais num jornal que girava em volta disso. É sátira, mais do que só crítica - é a ridicularização de determinado assunto, levá-lo ao ridículo, enfim, torná-lo engraçado.

Esta tragédia serviu também (não graças aos nossos meios de comunicação que fazem de tudo para o abafar) para revelar a verdadeira do Islão. Sim, o Islão não é uma religião pacífica na sua génese, o Alcorão é um livro sagrado que (como tantos outros) apele ao seus próprios conceitos morais bastante violentos e imorais; Maomé foi um líder militar (como referiu José Rodrigues dos Santos na sua última entrevista à revista SÁBADO) que matou muitas pessoas durante o seu tempo de vida.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

"O Menino Que Voltou do Céu" nunca chegou a ir

"Um acidente. Um milagre. E um encontro sobrenatural que lhe dará novas inspirações a respeito do céu, dos anjos, e de como você ouve a voz de Deus" e afinal uma plena mentira.

Em 2004 Alex Malarkey e o seu pai tiveram um acidente de viação, o rapaz de 6 anos na altura, ficou em coma durante dois meses.
Quando acordou contou a incrível história de como tinha ido para o céu interagido com anjos e conhecido Jesus. Seis anos depois o seu pai publicou o livro com a história do filho no livro "O Menino que voltou do Céu" O livro virou bestseller, a história imediatamente considerada verídica, até um filme foi feito.

Mas agora, onze anos depois da operação Alex admite que inventou tudo:
"Eu disse que tinha ido para o céu porque pensei que receberia atenção. Quando reivindiquei que o tinha feito, nunca tinha lido a Bíblia. Pessoas já beneficiaram de mentiras e continuam a fazê-lo. Deveriam ler a bíblia, é o suficiente."
Disse numa carta aos editores.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Charlie Hebdo - Parte I

Este artigo está dividido em duas partes: a primeira parte que apresenta a o relato dos acontecimentos de dia 07 de Janeiro; e a segunda parte que inclui a opinião pessoal do editor.

O Charlie Hebdo é um semanário satírico francês que publica principalmente cartoons e piadas, gozando e ridicularizando vários assuntos e personalidades polémicas como o islamismo, o judaísmo, a Opus Dei, o Vaticano, o Papa ou o próprio presidente francês. O jornal assume-se como "irresponsável" e mesmo tendo sido por várias vezes processado, ganhou sempre em tribunal.

Em 2006 foi alvo de polémicas e manifestações por todo o mundo árabe e islâmico por republicar cartoons feitos por um jornal dinamarquês do mesmo género onde se via Maomé com as mãos na cara, a chorar, dizendo "é difícil ser amado por idiotas". 
Em 2011 viu a sua redacção vítima de um atentado bombista do qual não houveram vítimas, na edição seguinte o título do semanário foi mudado para Charia Hebdo (Charia de Sharia a lei fundamentalista islâmica, e Hebdo do título original vem da palavra hebdominaire que significa semanário), e Maomé foi dado como o editor-chefe do qual apareceu uma caricatura na capa na qual o profeta muçulmano dizia: "100 chicotadas para quem não morrer a rir". 

Esta capa foi ainda mais contestada porque é considerado pecado para os islâmicos fazer uma caricatura do profeta (um desenho em princípio não haverá problemas desde que a personagem tenha um véu a tapar-lhe a cara).

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

7 Episódios Bizarros da Bíblia

Por ser o livro sagrado da maior religião do Mundo (o Cristianismo), contendo texto considerados sagrados por todas as religiões abraâmicas (judaísmo, cristianismo e islamismo), a sociedade tende a esquecer que a Bíblia é isso mesmo: um livro.
Como tal, foi escrita por seres humanos, manipulada por seres humanos e alterada por seres humanos diversas vezes ao longo da História.
Os autores da Bíblia, chamados por aqueles que acreditam na divindade da obra de Autores Sagrados, foram principalmente judeus que viveram com um grande período de tempo entre si, sendo que os primeiros autores do Antigo Testamento podem remontar a 1500 ou a 1200 a.C, enquanto que os últimos autores do Novo Testamento são de 90 d.C.  Na sua maioria falavam hebreu e aramaico.

Ao longo das épocas a Bíblia foi também alterada e deliberadamente encurtada e alongada de forma a satisfazer melhor os propósitos dos chefes ou ideais religiosos vigentes, mas também de forma ocasional havendo frases cujo sentido se perde devido à tradução ou à perda do contexto histórico e sócio-cultural.

Seguem-se 7 Episódios Bizarros da Bíblia e possíveis explicações para os mesmos:

sábado, 29 de novembro de 2014

Documentário: Hitler in Colour - A Ascensão e a Queda de Adolf Hitler

A Ascensão e a Queda do III Reich é (muito provavelmente) o tema que é mais alvo de documentários, filmes, livros.
Mas muito raramente se houve falar do homem que este por de trás do regime de terror que começou a 2ª Guerra Mundial. E mais particularmente da sua subida ao poder e da sua vida entre os anos de 1933 a 1945. 

Este documentário incrível, repleto de imagens privadas, citações e discursos mostra-nos o que pensava o povo alemão do Fuhrer, como era a sua vida pessoal, como era a Alemanha e as reacções à Guerra e à expansão do regime Nazi. 

Duração: 1 hora e 10 minutos (70 min.)
Língua: Inglês

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Mitos sobre a Grande Muralha da China

Ouvi hoje a Grande Muralha da China ser mencionada como "a única estrutura construída pelo Homem que é visível da Lua". 
Este é um mito urbano que já circula algum tempo, e que, infelizmente, é constantemente disseminado nas redes sociais, nos canais de televisão, jornais e até nas escolas.

Imagem 2
Fonte: http://bit.ly/1GhfC7u
A Grande Muralha durante a Dinatista Qin
A Grande Muralha da China começou a ser construída durante o reinado do primeiro imperador da China unificada Qin Shi Huang que em 221 a.C conquistou os outros estados da região e instaurou uma dinastia única, a dinastia Qin. 
Embora o novo império estivesse em paz internamente tinha externamente o perigo do povo Xiongnu, ascendentes do povo mongol. 
Qin, receando invasões do norte, ordenou a união dos fortes já existentes através de uma grande muralha na fronteira.
A construção da muralha terminou em 1644 depois de um golpe militar rebelde em Pequim. Foram necessários 1865 anos de trabalhos forçados que custaram anos de trabalhos forçados de vários prisioneiros (incluindo Fernão Mendes Pinto), estimando-se que milhões de pessoas estão enterradas em valas comuns por todo o percurso da construção.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

James Randi e a luta contra a pseudociência

James Randi é dos maiores combatentes contra a pseudociência, o mito, a mentira e aldrabice no geral. Desafiando aqueles que usam a ciência para mentir e enganar, o mágico (reformado) estadunidense de 86 anos não tem medo de nada, nem ninguém.

Fundador da James Randi Educacional Foundation (Fundação James Randi para a Educação) foi ele também um mágico até há idade de 60 anos, usando o nome de Amazing Randi, afirmando sempre que o que o público estava a presenciar era um truque e não um fruto de poderes sobrenaturais, particiona o Desafio Sobrenatural de Um Milhão de Dólares que dá 1 milhão de $ à pessoa que conseguir provar num ambiente com condições estudadas conseguir provar ter poderes ou ter evidência de poderes sobrenaturais. É claro que nunca ninguém tomou o prémio.

Hoje, Randi percorre o Mundo desmascarando charlatães que se aproveitam de mentes mais humildes usando métodos científicos.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Escócia, Finalmente, a Independência?

No próximo dia 18 o povo escocês irá protagonizar um referendo que poderá pôr fim à sua união com a Inglaterra, Gales e a Irlanda do Norte e acabar de vez com o domínio da coroa inglesa nas Terras Altas. 

Nessa data irá ser dada uma oportunidade histórica a 4,3 milhões de escoceses: a de decidirem por eles mesmos o futuro da sua pátria, oportunidade que muitos outros povos pediram e pedem, mas raramente lhes é concedida. A resposta que vai ser dada há simples pergunta: "Deve a Escócia ser um país independente." será uma bomba cujo o alcance irá muito para além da Grã-Bretanha, podendo vir a modificar severamente as fronteiras de toda a Europa. 

Será de pensar que é fácil para uma pessoa tomar tal decisão, no entanto, as sondagens mostram que o povo escocês é extremamente indeciso  no que respeita à sua independência: no inicio do ano os partidários do «não» tinham uma espantosa vantagem de cerca de dois terços, no princípio do mês passado eram apenas sessenta por cento aqueles que se recusavam a ser independentes, número que há três semanas baixou, passando a ter apenas uma ligeira diferença em relação ao «sim», que na última sondagem já estava em vantagem.

A razão para o aumento exponencial de independentistas - diz um estudo do YouGov - publicado a 1 de Setembro, é o último debate da BBC sobre este assunto em que o líder do Governo de Edimburgo Alex Salmond venceu, mais do que claramente, o seu oponente Alistair Darling, dirigente trabalhista, ex-ministro das Finanças do Reino Unido e rosto da campanha pró-União 'Better Together Campaign' ( numa tradução para português, a Campanha Melhores Juntos, que reúne todos os partidos e personalidades que defendem a actual configuração do território britânico).

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Reflexão: A Câmara de Lisboa retira brasões da Praça do Império

A autarquia de Lisboa decidiu que os símbolos das antigas províncias ultramarinas estavam "ultrapassados" pelo que decidiu retirá-los da Praça do Império, o mesmo sítio onde à 74 anos, em 1940 foi realizada a Exposição Mundo Português.

Este artigo está dividido em duas partes: a noticia e a reflexão, sendo a última estritamente de opinião pessoal fundamentada.

A Noticia
A Praça do Império, que recebeu em 1940 a exposição do Mundo Português, esta que teve como principal objectivo celebrar a ideia de um país pluri-continental, pluri-racial e pluri-cultural nos tempos do Estado Novo, perde agora parte da sua história pessoal e vê arrancada parte da História comum a todos os povos, agora independentes, que eram Portugal naqueles tempos, com a nova iniciativa da câmara de Lisboa que decidiu retirar os arranjos florais que decoravam um friso em torno da Fonte Monumental. A razão para este acto é dita pela própria câmara: "Os brasões estão ultrapassados".

Num local que está constantemente cheio de turistas, mesmo no pós-25 de Abril, os brasões impressionam e mostravam não só os locais que permaneceram sempre com o 1º e último império da História pós-romana, como mostravam prumo, brio, um cuidado especial que o povo português tinha para preservar a sua História tão gloriosa. Ou pelo menos mostravam, até há alguns anos, quando se começou a perceber o desleixo que começou a haver com a preservação deste monumento - pois coisas muito mais recentes do que uma tradição de 74 anos foram consideradas monumentos - o desleixo chegou mesmo ao ponto de que um turistas mais desatento, ou que pura e simplesmente não soubesse, passaria despercebido aos arranjos (nesta altura, desarranjos) florais.

domingo, 17 de agosto de 2014

O Mito de que usamos apenas 10% do Cérebro

O Mito já dura há mais de um século, tornou-se base de toda uma lenda urbana que por várias vezes foi espalhada por revistas, séries de televisão e -claro- a Internet. Mas agora um novo bombardeio de falso conhecimento atingirá famílias por todo o Mundo com a estreia do filme 'Lucy' (imagem ao lado, trailers em inglês e português abaixo) que tem no papel de protagonistas Scarlett Johansson (nomeada para 4 globos de ouro) e Morgan Freeman (vencedor de 1 Óscar e apresentador do programa da Ciência "Through the Wormhole With Morgan Freeman" do Science Channel). Escrito e produzido por Luc Besson a sinopse do IMDb diz sobre o filme:
"Uma mulher apanhada acidentalmente num acordo desonesto, inverte a situação aos seus captores e transforma-se numa guerreira sem piedade que vai para além da lógica humana"
Os trailers abaixo dão ainda mais informação sobre este novo filme:

Trailer 1 - em Inglês

domingo, 3 de agosto de 2014

Reflexão: Faz sentido um Regime Monárquico no século XXI?

Artigo de Opinião Fundamentada

5 de Outubro de 1910 foi o último dia em que a coroa reinou sobre Portugal. Após oito grandes séculos de História portuguesa, após quatro dinastias, bons e maus réis, após o Sebastianismo - que mostra na perfeição a que ponto de fanatismo e lealdade pode chegar o amor do povo pelos seus governantes, após tudo isto, a História de Portugal continua de uma forma mais democrática (sendo a palavra democrata usada no sentido literal de 'regime eleito pelo povo'). Bem, democrática para a época - apenas pessoas com determinada capacidade monetária, chefes de família, letrados e homens maiores de idade (veja-se que tinha que se preencher todos os requisitos) podiam votar. Mas mesmo, era uma grande melhoria.

De um dia para outro - tendência infeliz de muitos portugueses - a maioria do povo passou de monárquica a republicana. Mas nem todos. Ainda hoje existem muitas pessoas a defender o regime monárquico para Portugal, inclusive partidos, (sendo o maior deles o Partido Popular Monárquico), defendendo determinada pessoa para rei da nossa nação.

Mas faz - actualmente no século XXI - o regime monárquico sentido?
Muitos acham que sim. Outros que não. Recordo uma vez mais ao leitor que o Luso Carpe Diem não tem uma opinião oficial sobre este assunto enquanto organização. Nem a república nem a monarquia fazem parte das nossas defesas enquanto organização.
Esta é apenas a minha opinião pessoal e fundamentada sobre o assunto

sábado, 2 de agosto de 2014

O Tibete e os tibetanos: A História de uma Nação sobre ocupação chinesa

Quem é leitor regular do blog sabe que o Luso Carpe Diem não tem por hábito ter opinião sobre determinados assuntos, em particular políticos. No entanto esta é uma das posições que a organização toma: A independência pacifica do Tibete da China. Pode ler sobre outras defesas do Luso Carpe Diem na página Sobre.

Mas esta mensagem não é para justificar a nossa posição. Não é para dizermos porque é que o Tibete deve ser independente. Não. Esta mensagem tem por objectivo apresentar a realidade tibetana. Dar a conhecer ao leitor a História deste grande país desde do século II d.C  até ao presente.
[1] Citadela no vale Yarlung. Créditos Tibetlhasatours.com

A História do país do 'tecto do Mundo' começa em 127 a.C uma dinastia militar instala-se no vale de Yarlung - uma região específica em que o rio Yarlung encontra-se com o rio Chongye [1] situa-se a 183 km de Lhasa (a capital tibetana).


Por séculos o Tibete forma um vasto império de terras que se juntam a ele seja por conquista ou por influência cultural.

Em 617 da nossa era sobre ao trono tibetano o rei Songtsen Gampo - o 33º rei da nação tibetana que muda consideravelmente a estrutura da sociedade feudo-militar tibetana: Songtsen transformou o Tibete numa nação muito mais pacífica, criou o alfabeto tibetano, escreveu e estabeleceu o sistema judiciário tibetano baseado em princípios morais e num espírito de protecção e conservação da Natureza. Songtsen Gampo falece em 701 d.C. mas os seus sucessores continuaram a transformação cultural do império tibetano [2].
[2] O Império Tibetano

No século VII o Tibete torna-se o centro do lamanísmo (Budismo Tibetano) [3], tornando o reino ainda mais poderoso, um país pacífico em que a sociedade gira, não em torno da guerra, mas em volta dos princípios lamanístas de paz e humanidade.

Sendo desde sempre o Tibete alvo de cobiça por parte do Império Chinês, a China aproveita a época de pacifismo tibetano para invadir o império. (Ainda século VII)

quarta-feira, 30 de julho de 2014

A direita e esquerda políticas e a sua expressão na democracia portuguesa

Esquerda x DireitaO eleitor médio tem - infelizmente - noções políticas bastante fracas. Somos desde jovens habituados a crescer num lar com certo tipo de preconceitos sociais, económicos, etc., que se nunca forem contraditos, ou sequer, repensados nos podem afectar para o resto da nossa vida política. Somos habituados a pensar que determinado político é bom, que determinado é mau e que devemos votar naquele partido porque é o melhor, assim o é, assim o foi, assim o será.

Este (e repare-se no sublinhado) post não tem como objectivo fazê-lo repensar as suas escolhas políticas pois - mais uma vez infelizmente - poucos são os que conseguem fazê-lo a não ser que tenham sido educados a isso.

Não, este post tem como objectivo dar-lhe (se não tiver, se tiver talvez rever o assunto) algumas noções, muito básicas, da direita e esquerda políticas e das suas actuais ou passadas expressões na democracia portuguesa.

A Direita Política

A Direita Política caracteriza-se pela sua expressão tradicionalista, acredita numa unidade familiar sexista e tradicional em que o marido trabalha e a mulher é normalmente responsável pelos cuidados da casa e pela educação da família que deve ser numerosa. Normalmente os estados de direita tem uma religião ou seita oficial, ou promovida pelo Estado. Economicamente é bastante variável. Pode ser uma economia de sistema capitalista ou pode ser mais fechada, varia em relação à estratégia governamental do partido que está no poder. Ao contrário da Esquerda esta defende uma menor intervenção do Estado.

Extrema-Direita
Nazismo e Fascismo: Orientações tradicionalistas no quotidiano, no entanto a favor do progresso tecnológico. De filosofia política racista e sexista, acreditam que a tecnologia deve ser apenas usada na guerra que é uma 'maneira legítima de domínio de outros povos'. Pela destruição e genocídio causados na Alemanha Nazi e na Itália Fascista partidos a favor deste tipo de regime são hoje em dia proibidos na maioria dos países do Mundo. Na II República eram considerados anti-patrióticos e na III República inconstitucionais. A ler: Era Salazar Fascista?

sexta-feira, 28 de março de 2014

A Divulgação Pseudocientista no Telejornal da RTP

Artigo de Opinião Fundamentada

"Eu não quero acreditar, eu quero saber" - Carl Sagan

Segundo o relatório Ciência no Ecrã, da autoria da Entidade Reguladora da Comunicação e do Instituto Gulbenkian de Ciência, apenas 0,8% do tempo dos telejornais em horário nobre é dedicado à ciência, a duração média das peças de ciência no Telejornal da RTP é de três minutos e vinte e quatro segundos e 92% destas têm menos de cinco minutos.
A RTP, não afectada por estes números, decidiu ainda contradizê-los, criando um espaço para a divulgação da Pseudociência, em horário nobre, ao qual chamou "Acreditar".

No dia 17 de Março, a RTP usou sete minutos do Telejornal para fazer publicidade a um especialista em "medicina popular" que afirma fazer diagnósticos médicos medindo, aos palmos, a roupa dos pacientes. No dia 18, concedeu mais sete minutos de tempo de antena a um "endireita" que diz ter um "dom" que "herdou do pai", que trata "males dos ossos e dos nervos de uma forma que não tem explicação", mas que terá demonstrado, com um galo, a validade do seu tratamento em tribunal. No dia 19, mais seis minutos e 15 segundos no horário mais nobre da televisão pública foram dedicados a uma cartomante que diz acertar em 90% das vezes. No dia 20, mais sete minutos e 24 segundos de publicidade a uma fito-terapeuta que afirma fazer diagnósticos de doenças graves através da leitura da íris, diz tratar o cancro de uma paciente com uma raiz que "tem a forma do corpo humano" e conclui dizendo que "a quântica pode determinar a data da morte do ser humano". No dia 21 de Março, mais sete minutos de horário nobre para promover um médium que afirma "incorporar" os espíritos "de quem partiu, geralmente santos". Em cinco dias, a televisão pública usou 41 minutos e 39 segundos do Telejornal para fazer publicidade gratuita a pseudocientistas e charlatões cujo único poder é enganar os menos cépticos, ou mais ingénuos.

terça-feira, 18 de março de 2014

Cientistas Detectam Evidências de Ondas Gravitacionais do Big Bang


O mais esperado anúncio na área da Física desde da descoberta do Bosão de Higgs, foi este da detecção de Ondas Gravitacionais. Se verificado, esta descoberta tirar todas as dúvidas sobre a Teoria da Relatividade Geral, transformando assim a nossa compreensão do começo do Universo e dando aos astrofísicos uma ferramenta para o melhor entendimento deste.

Como parte da Teoria da Relatividade Geral Einstein teorizou que a aceleração de grandes massas provocaria ondulação através do Espaço. Evidências indirectas apontam para a existências das 'Ondas Gravitacionais', mas quase meio século depois de a Teoria ser pensada por Einstein continuam a não existir provas directas - até ao anúncio de hoje (dia 17 de Março de 2014) do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian. Leia o artigo já disponível no arXiv.

Nos anos 90, astrofísicos chegaram prepuseram que a Radiação Cósmica de Fundo (Cosmic Microwave Background (CMB)) poderia fornecer evidências para as Ondas Gravitacionais do início do Universo.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Non Sequitur - E se os milagres existirem mesmo?

Texto originalmente escrito por: Thiago Henrique Petruccelli

E se milagres, comunicação com espíritos e outros fenómenos sobrenaturais fossem reais? Não seria isso evidência para crer em Deus? Não significaria que temos que crer na Bíblia? Ou no espiritismo?

Primeiramente, preciso dizer que relatos de milagres e acontecimentos sobrenaturais existem em diversas culturas. No hinduísmo existem muitos relatos de yoguis que conseguem feitos incríveis, como levitar e passar meses ou anos sem comer. Seguidores do deus hindu Ganesh alegam que existem estatuas do deus que bebem leite. Existem relatos de curas de câncer em seguidores do budismo, que supostamente mudaram sua conduta mental e se curaram da doença. Os crentes do islamismo alegam que Maomé foi capaz de fazer centenas de milagres. E curas misteriosas acontecem até com ateus e agnósticos.

Atente aqui que não estou dizendo aqui que esses relatos são verídicos; Estou apenas constatando o que se fala a respeito.

domingo, 9 de março de 2014

Educação Formal ou Informal?

Via Sociedade Racionalista: Texto Original

É provável que você tenha ouvido comentários como “A educação formal mata a criatividade” ou “As grandes mentes não tiveram educação formal“. É possível ainda que você tenha sido convencido sobre a verdade dessas afirmações e as tenha propagado por aí. Aqui pretendo mostrar o quão equivocado é este pensamento e como sua propagação é perniciosa.
Há tantos problemas com esse modo de pensar que é difícil decidir por onde começar a crítica. O primeiro grande erro é pensar que alguém se forma por conta própria, sem qualquer tipo de treinamento. Mesmo os aclamados autodidatas recebem alguma forma de treinamento em alguma fase da vida para aprimorar habilidades; caso contrário não avançam. O segundo problema, e talvez mais perverso, é o alinhamento com o mito do gênio. Muitas pessoas acham que as “grandes mentes” não tiveram educação formal e atribuem à educação formal a culpa pela falta de novos gênios. É fato que nossa educação deixa a desejar em muitos aspectos, especialmente no Brasil. Contudo, façamos uma análise compromissada sobre o assunto.